06 de Julho de 2010

abre as asas sobre mim,

eu repetia ao pensar que estava a caminho de brasília. brasília que amo tanto, minha cidade preferida no brasil. me acham demente? não me espanta. tudo o que é fora do comum é considerado estranho mesmo, já me acostumei desde a escola. adoro o rio de janeiro, gosto de tantas cidades. mas abraço brasília como nenhuma outra. tantos amigos queridos que não via há tanto tempo. um tio-avô que nem estava lá mas estava andando nas ruas, saindo cedo para correr nas minhas lembranças da minha primeira vez em brasília. meu aniversário de vinte anos, o gas, o munha, o cochlar, o PI, o bicudo, os brenos e os brunos, todo mundo, foi tudo tão legal e lindo. nem dá pra lembrar que é seco. gosto. adoro o cerrado. adoro aquele céu todo, horizonte por todos os lados, cores inacreditáveis e aquela cidade única brotando do chão vermelho. minha amiga sempre lá comigo, minha irmã sempre comigo quando vejo alguma coisa bonita, minha irmã e meu amor. de novo o céu, as nuvens e as florzinhas e a mola (gata equilibrista do gas, da carol e da paulinha) e o pistolinha medroso todo amarelinho e aquele apartamento tão legal, tudo diferente da vida juventude que vivíamos quando visitei brasília pela primeira vez.

amigos novos, paulinha, carol, izadora, mari hepburn, gabriel, gente tão querida quanto os velhos amigos, vontade de ficar, vontade de ficar perto de todos os meus amigos para sempre.


escuridão, gabriel, carol e eu


festa da mari: celular de merda e foto escura

quero voltar. quero discotecar e tocar.

ah, discotequei e foi massa. discotequei eu e depois - no fim da festinha da mari - eu e cochlar, de quem ridiculamente não tenho fotos, assim como tampouco tenho fotos do gas e de uma galera (quem tiver favor mandar):


fumandum cigááárh


e discotecando na play!

quero passear no sol. quero achar que minha sinusite sumiu enquanto está apenas empedrada. quero mais brasília, mais tempo em brasília e mais amigos na minha vida.

ontem cheguei e dormi muito com os gatos carentes. hoje acordei e plantei todas as sementinhas e identifiquei com plaquinhas. descobri que prefiro plantar e esperá-las crescer do que comprar folhagens lindas e vê-las murchar.

muito amor,
c.


Clara Averbuck é escritora

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Ilustrações: Eva Uviedo

hand made by: SENSO*