29 de Abril de 2012

adiós, amigos

demorei pra fazer esse post, né?

eu estava presa na ilha do amor. mal aí, gente.

pois é: meus dias de R7 chegaram ao fim.

MAS POR QUEEEEEEEEEEEEEEÊ, perguntaram alguns.

porque gente, deu.

foi divertido. foi deveras frutífero. foi necessário e instrutivo.

mas eu acho que esse mundo não é pra mim. nem eu pra ele.

sabe, eu não sou jornalista. sou escritora. e não gostava do assunto que precisava tratar. a parte da editoria de humor era legal, adorava inventar aqueles impropérios que se propagavam como a peste pelo twitter, o sorvete de maconha, as pesquisas falsas, tudo aquilo. eu sei, ninguém gosta o tempo todo do que faz. é a vida, é assim.

mas gente, reality show, aquilo não dá. eu nunca odiei reality shows pelo simples fato de que eu, quando não gosto de algo, ignoro a existência e faço as minhas coisas, as outras coisas, a coisas que eu gosto. nunca tinha assistido porque ora, não me interessava. e eu vou atrás do que me interessa. não estou nessa vida para odiar as coisas. nem a trabalho. isso me faz mal. e segurar a personagem grouchy que reclamava de tudo e todos, olha, é pesado, viu? eu não sou atriz, não sei segurar personagem. e não sou uma odiadora, então não dá. tem tanta coisa pra gostar nesse mundo e tão pouco tempo pra conhecer tudo, não dá pra perder tempo nisso de ódio.

e eu tava isso. eu era a persona nuvem negra. eu reclamava, eu desprezava, eu odiava. odiava algo que gostaria de sequer saber que existe; não vejo graça na tosqueira, na ignorância de outrem. oquei: algumas coisas eram engraçadas. mas o engraçado patético nunca me atraiu.

sei lá, gente. meu gosto, meu jeito. essas coisas me deprimem. na tv, me deprimem ainda mais.

comecei a ficar doente. comecei a não querer mais acordar de manhã. sinusite, dor nas costas, sofrimento, desânimo, eu duvidando de mim... não, não. foi lindo, o ex-tricô foi INCRÍVEL, me dói perder a dupla incrível com a @alesie, acho que tínhamos mil possíbilidades, mas

algumas coisas boas têm que acabar, senão viram coisas ruins e a gente esquece que um dia foram boas.

vou escrever, vou inventar mais coisas, vou aprender a tocar piano direito, vou escrever, vou descobrir mais coisas que ainda não sei que sei fazer, ou que ainda não aprendi.

pra saber de mim,

vocês podem me seguir no twitter

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e acompanhar minha editora, a Averbooks, que será lançada em breve.

e é isso,

e foi lindo.

<3

obrigada luiz cesar querido pela 456347856825 chance de trabalhar direito.

obrigada guerreiro - aline - todos.

obrigada, gente.

(já faz mais de uma semana que eu saí, está tudo meio atrasado, mas é isso: obrigada e fim)

<3,

c.

(o blog permanece! isto não é uma despedida DO BLOG. apenas do meu EMPREGO, de estar na redação, de gravar vídeos)


Clara Averbuck é escritora

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Ilustrações: Eva Uviedo

hand made by: SENSO*