22 de Maio de 2012

regras do jogo e do tempo ou: sugestões para uma vida sem caos

l'amour, esse vírus que se alimenta de massa cinzenta.

vamos às regras do jogo e do tempo, então: eu dou as minhas, você dá as suas e nos entendemos em algum lugar no meio.

1. eu sou eu, nasci eu, vivo eu e morrerei eu. essa aqui, isso aqui. (ajustes serão feitos no caminho, muitos deles, mas basicamente:)

2. venho com passado (presente e futuro não estão inclusos)

3. o futuro do pretérito não existe; nada seria, nada deveria. as coisas são, apenas, e podem se transformar em outras coisas, coisas melhores ou coisas piores, ou nada. depende de agora.

4. está proibida a chantagem emocional em qualquer nível, a qualquer hora do dia ou da noite. drama deve ser usado com parcimônia e nunca com o queixo erguido ou ar patético de razão desesperada.

5. situações caóticas impostas sem necessidade serão severamente punidas com silêncio e ausência ao som mental do mantra "paciência, paciência, paciência" repetido até a sanidade.

6. amor não se mede pelo meio das pernas. amor não se mede com boquete. amor não se mede.

7. amor não é doença, doença não é amor. (amor ≠ tumor)

8. tentar se impor com birra será inevitavelmente uma batalha inglória onde todos perdem, todos sofrem, todos gastam precioso tempo, todos ficam mais velhos.

9. falo sobre o que quero, onde quero, como quero, quando quero e escrevo o que quero, como quero, onde quero. sem interferências. de ninguém. nunca. nenhuma.

10. quer do seu jeito? compra argila e molda uma cumbuca.

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(te amo, viu?)


Clara Averbuck é escritora

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Ilustrações: Eva Uviedo

hand made by: SENSO*